5 maneiras de cuidar melhor da sua saúde mental

Por: Amanda Tivo,
Psicóloga

O Dia da Saúde está chegando e vale a pena refletir: por que ainda falamos tão pouco da nossa saúde mental? Nós somos desde cedo ensinados a ter consciência da saúde do nosso corpo, fazer check-up, ir ao médico quando surge um sintoma… Mas e quando sentimos uma ansiedade que não sabe explicar? Muitas vezes, não fazemos nada. E assim a saúde mental se tornou um tabu, algo que discutimos apenas em casos excepcionais, como transtornos mentais graves.

E por que estamos falando disso perto do Dia da Saúde?
Nossos corpo e mente funcionam em uma relação de interdependência. Somos um todo. E, se uma parte de nós funciona com limitações, esse todo é afetado. Um grande exemplo são as inflamações de pele — psoríase, dermatite atópica e acne — que são relacionadas ao stress, ansiedade. Por isso, é importante pensar na sua saúde mental como um processo de autocuidado.

Listei 5 maneiras de fazer isso na sua rotina:

1 – Desconecte-se
Vivemos tão grudados em nossos celulares — de olho em e-mails, mensagens, redes sociais — que sentimos até angústia quando, por qualquer motivo, ficamos sem acesso. Caso isto esteja atrapalhando seu cotidiano, impedindo que você realize atividades ou preste atenção, de fato, em quem está ao seu redor, sugiro que desintoxique aos poucos. Sim, aos poucos: a dependência de tecnologia tem pontos em comum com as dependências químicas. Então uma parada abrupta pode causar ansiedade. Uma dica é baixar um daqueles aplicativos que registram quanto tempo você fica em cada rede social, e procurar diminuir alguns minutos todos os dias.   


2 – Respeite suas emoções
Nosso ritmo atual é tão intenso que não nos permitimos ter tempo para sentir as coisas, muito menos sofrer. E um pouquinho de choro não faz mal a ninguém, viu? Quanto menos damos vazão ao que sentimos, menos entendemos o quê e por que sentimos. E, sem esse conhecimento, deixamos de controlar as emoções para sermos controlados por elas. Por isso não se sinta mal pelos dias em que se sente triste ou com raiva, se respeite. Mas, ao mesmo tempo, faça o exercício de identificar quando esse tipo de emoção aparece e como você lida com ela.


3 – Passe mais tempo com as pessoas queridas
O ser humano é um ser social. Pelo contato com outras pessoas, nos tornamos quem somos. Ter boas relações significa aceitar, amar, reconhecer o próximo como um indivíduo. E ser aceito, amado e reconhecido também. Por isso, quando estamos numa relação que tem esses cuidados, o outro se torna um suporte emocional importante, um apoio, um campo seguro— e não se trata apenas de relacionamentos amorosos, mas de ter a família e bons amigos por perto. Ou seja: em uma boa relação, somos nutridos emocionalmente e isso nos torna mais seguros e confiantes perante as dificuldades.


4 – Mas guarde um tempo para si
Na correria, acabamos absorvendo tantas informações do “mundo externo”: cobranças, problemas, tensões. Que, de vez em quando, é bom reservar um tempo para atividades que buscam um certo isolamento deste mundo. O objetivo é um limpeza física e emocional. Além disso, manter o foco está muito ligado a entrar em contato com quem somos de verdade, criar a consciência de quem fomos e quem queremos ser no futuro. Muita gente consegue esse isolamento mental na meditação. Mas se não gostar, você pode encontrar uma atividade diferente que traga essa sensação para você: yoga, corrida, pintura, desenho, dança.  


5 – Faça terapia. Por quê, não?
A todo momento lidamos com questões que podem ou não serem resolvidas internamente. E ficar acumulando a energia ligada às questões não resolvidas pode gerar uma ansiedade constante. Achar que psicologia é apenas para quem sofre de algum transtorno mental limita seus benefícios. A terapia é uma ferramenta de autocuidado, um espaço em que é possível parar para se conhecer melhor com a ajuda de um profissional e entrar em contato com tudo aquilo que temos acumulado. Por isso terapia também é preventiva e pode ser feita quando você quiser.

Amanda Tivo
Psicóloga e Gestalt Terapeuta Infanto-Juvenil
Maringá (PR).

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