5 segredos do super ingrediente de QUINTAL: a Argila

Por: Pedro Bretzke,
Mestre em Ciências Farmacêuticas e,
Diretor de Operações da Terramater  

Nós não nos conhecemos. Mas, se você tem uma argila de QUINTAL em sua casa, tem um pouco do meu trabalho também. Sou farmacêutico, com especialização em cosmetologia, e há 12 anos mergulhei de cabeça no mundo das argilas — logo mais terei um doutorado no assunto. Forneço matéria prima para QUINTAL desde as primeiras pesquisas da marca.
Argilas existem há milhões de anos, mas parece que sempre temos algo novo para falar sobre elas: pode ser uma mina ou uma propriedade recém descobertas, uma composição ou uma cor bem diferentes. Esses sedimentos de rochas são tão ricos e especiais que, mesmo depois séculos, o homem não inventou um substituto à altura: continuamos usando argila em louças, dentes para implantes, peças elétricas… E no rosto, claro.  A Argila tem ações terapêuticas e cosméticas comprovadas — é só ver como sua pele fica mais bonita depois da máscara. E eu queria contar para vocês um pouquinho mais sobre o super ingrediente dos tratamentos que você usa. Acho que você vai se surpreender.

1 – Não é a cor que define o benefício da argila.
E sim sua composição. Cada argila contém um conjunto de minerais únicos e isso depende da origem geológica dela, ou seja, do local da mina e das rochas existentes. E é esse conjunto de minerais que faz com que a argila tenha propriedades terapêuticas específicas: anti-inflamatória, cicatrizante ou desintoxicante. Então, o fato de uma argila vermelha de uma mina apresentar ação anti-idade, não significa que outra argila vermelha, de outra localidade, vai oferecer o mesmo benefício. No geral, toda argila tem propriedades interessantes, mas é preciso estudar sua composição mineral específica e ter comprovação de eficácia antes de fazer uma indicação.

2 – Toda argila ajuda a controlar a oleosidade.
Isso porque elas apresentam uma carga elétrica negativa que devolve o equilíbrio à pele — chamamos isso de homeostase. Em equilíbrio, as glândulas sebáceas não produzem sebo em excesso. Por isso as argilas são um tratamento eficaz para a oleosidade.
Mas você já deve ter ouvido alguém reclamar que a pele piorou depois de um tempo usando argilas, certo? Há uma explicação. Algumas argilas de origem europeias são muito adstringentes e absorvem 400% de oleosidade da pele em relação à quantidade de máscara aplicada: cada grama de argila suga 4 gramas de óleos. Por isso elas danificam até o manto hidrolipídico (camada de oleosidade que protege a pele), o que estimula o efeito rebote — a pele resseca demais e produz ainda mais sebo para se proteger.
As Argilas brasileiras usadas por QUINTAL saem na frente neste quesito. Elas absorvem 80% de oleosidade em relação à quantidade de máscara aplicada na pele: para cada grama de argila, retira-se 0,8 grama de óleos da pele, ou seja, apenas o excesso. É esse equilíbrio que garante o resultado a longo prazo.

3 – Elas ajudam a limpar e a tratar. Sim, as duas coisas.
As argilas melhoram a osmose e a permeabilidade da pele: ou seja, ajudam tanto na entrada, como na saída de substâncias. Para começar, elas estimulam a circulação sanguínea periférica — aquela vermelhidão ou leve coceira, que você percebe ao fazer uma máscara, é sinal de que tem mais sangue circulando perto da superfície da pele. Isso intensifica a absorção dos ativos de tratamento contidos na máscara.
O movimento contrário se chama adsorção. Como já citei, a argila tem carga elétrica negativa. E, pela lei da física, ela atrai as impurezas com carga positiva (partículas de poluição, de maquiagem…) presentes na nossa pele, facilitando a retirada delas e deixando os poros limpos.

4 – A melhor argila para o uso cosmético não é aquela que vem dos rios.
Quando pensamos em argila é comum vir à mente aquela imagem de vales de rios. Mas não é dali que retiramos as melhores argilas. Há um motivo especial para isso: contaminação. Infelizmente, junto com o sedimento mineral, os rios carregam resíduos de agrotóxicos, esgoto, lixo, resíduos químicos industriais. As melhores argilas estão protegidas disso tudo, até 15 metros abaixo do solo. Nossa mina fica no interior do Paraná, uma região sem indústrias e de agricultura familiar — ou seja, sem risco de contaminação. Temos um cuidado especial também na extração: não deixamos nem os tratores da empresa circularem no terreno para evitar resíduos de óleos na terra.

5 – Usar argila retirada diretamente da natureza não é a melhor opção.
Além de evitar a contaminação, o processamento correto é necessário para retirar microorganismos da Argila. Assim que detectamos uma mina e testamos sua amostra, partimos para uma extração cuidadosa — combinada com um plano de recuperação ambiental para a área. Depois disso, o sedimento seca ao sol, depois passa pela segunda secagem em temperatura controlada, moagem, peneiramento, descontaminação, testes de metais pesados e qualidade, e envase. Processamento não significa que adicionamos conservantes, pigmentos ou agentes químicos na argila. Ao contrário, o processo é apenas físico e controlado para manter as características que fazem de cada argila que produzimos para QUINTAL um item tão valioso.

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