Pele oleosa: em busca do equilíbrio!

 

A maioria dos brasileiros afirma que tem pele oleosa. E, se perguntarmos, a maioria também acredita que a oleosidade é algo ruim.
Não é bem assim.

O sebo, produzido nas glândulas sebáceas, funciona como uma barreira física de proteção para a pele. Ele tem ação antimicrobiana, antibacteriana, antifúngica, e evita irritações. E, como forma um filme na superfície da epiderme, o sebo é essencial para manter a hidratação do tecido cutâneo, porque impede a evaporação da água.
Mas se esse processo é natural, por que estamos sempre preocupados em usar produtos que combatam a oleosidade? Na verdade, a produção de sebo é benéfica quando está em equilíbrio, mas o excesso pode se tornar um problema. Além de deixar a pele com aquele aspecto melado (que incomoda visualmente), óleo demais pode levar a espinhas e até a doenças dermatológicas. A dermatite seborreica, por exemplo, é uma inflamação causada pelo excesso de sebo, e gera descamações e vermelhidões em áreas da face, como sobrancelhas, laterais do nariz, couro cabeludo ou orelhas.
O risco disso acontecer está ligado à genética — cada pessoa tem mais ou menos glândulas sebáceas, capazes de produzir mais ou menos sebo. Mas há condições externas que podem intensificar o problema: em dias de muito calor, é possível que sua pele fique mais oleosa, e, no inverno, mais seca. Todos esses fatores acabam gerando confusão. E eu reuni (e respondi!) aqui algumas das dúvidas mais comuns sobre oleosidade.

Q: A pele oleosa deixam os poros mais abertos?
K: Sim.
Quem tem pele oleosa tende a ter também os poros dilatados. Isso porque o sebo, produzido em excesso, se deposita ao redor dos poros, deixando a região inchada, e os poros parecem maiores do que realmente são.

Q: A alimentação pode influenciar o aumento da oleosidade?
K: Sim.
A pele ajuda a eliminar várias substâncias que não servem para o nosso organismo. Quando consumimos alimentos gordurosos e tóxicos em grandes quantidades, o fígado não consegue eliminar os resíduos sozinhos. E uma parte deles é eliminada pela pele junto com o sebo. Por isso, quem deseja controlar o excesso de oleosidade precisa investir em alimentos mais leves e ricos em vitaminas. Os que contêm Vitamina A (cenoura, mamão, espinafre e manga), por exemplo, ajudam a regular o trabalho das glândulas sebáceas.

Q: Quem tem pele oleosa demora mais para envelhecer?
K: Não.
A pele oleosa sofre a ação do tempo como todas as outras. O que acontece é que, ao contrário da seca, a pele com mais oleosidade reflete melhor a luz solar e, assim, as rugas, manchas e outras marcas da idade ficam menos evidentes. Então, pele oleosa não é motivo para deixar de lado os cuidados preventivos, como o uso do protetor solar.

Q: Pele oleosa precisa de limpeza várias vezes ao dia?
K: Não.
Toda vez que você lava e retira o sebo do rosto, as glândulas sebáceas automaticamente o repõem. Então não adianta limpar o rosto várias vezes ao dia, achando que isso vai reduzir a oleosidade — pode até piorar, causando um efeito rebote. O ideal é lavar de manhã e à noite. Quem usa maquiagem tem que removê-la bem antes de dormir. Também é importante incluir uma ou duas esfoliações semanais na rotina.

Q: Pele oleosa tem que usar Hidratante?
K: Sim.
Atenção: excesso de oleosidade não significa hidratação! Muitas pessoas acham que aplicar hidratante vai deixar a pele ainda mais oleosas, mas isso é um grande erro. A hidratação não é medida pela quantidade de óleo, mas sim pela quantidade de moléculas de água na epiderme. Mais: quando a pele está desidratada, as glândulas sebáceas tentam compensar esse desequilíbrio produzindo ainda mais sebo — é o tal do efeito rebote. Quem tem pele oleosa deve hidratar, sim. Basta optar por produtos com fórmulas mais leves e de fácil absorção, específicos para esse tipo de peles. Os melhores até combinam ativos hidratantes com outros matificantes, para deixar o rosto sequinho ao longo do dia.

 

Dermatologista, Dra. Kássila Nasser CRM/PR 27.047  

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